domingo, 18 de outubro de 2015

Questões fundamentais para a empregabilidade

Por Ernesto Artur Berg para o RH.com.br


Empregabilidade é a capacidade que a pessoa tem em desenvolver determinadas competências, habilidades e conhecimentos do interesse do mercado de trabalho e que são importantes e atraentes para as empresas.

Para conhecer seu grau de empregabilidade preencha o teste abaixo. Para que o resultado seja fidedigno responda a cada questão com a máxima sinceridade, retratando a sua situação atual e não a ideal.


S = SIM N = NÃO +- = MAIS OU MENOS


1. Eu me envolvo completamente. Trabalho no emprego como se o negócio fosse meu
S N +-

2. Sou fluente na língua inglesa (conversação, leitura, escrita).
S N +-

3. Adapto-me rapidamente a todo tipo de mudanças na empresa.
S N +-

4. Minha profissão está totalmente de acordo com minha vocação.
S N +-

5. Crio constantemente desafios profissionais para mim mesmo.
S N +-

6. Faço pelo menos um curso de curta duração (de oito a 24 horas) a cada seis meses.
S N +-

7. Estou sempre atento às oportunidades de trabalho que surgem no mercado, ligadas à minha 
profissão. 
S N +-

8. No trabalho que faço na empresa sou substituível a qualquer momento.
S N +-

9. Tenho grande iniciativa e estou sempre inovando no meu trabalho.
S N +-

10. Cuido da minha aparência e utilizo sempre roupas adequadas ao ambiente em que estou.
S N +-

11. Tenho uma rede contatos e relacionamentos profissionais fora da empresa que podem 
abrir-me oportunidades de trabalho rapidamente.
S N +-

12. Estou sempre me atualizando e fazendo cursos de aperfeiçoamento de média e longa 
duração em minha área profissional.
S N +-

13. Tenho disponibilidade para viajar ou mudar de cidade, se necessário for.
S N +-

14. Tenho facilidade de me relacionar com qualquer tipo de pessoa.
S N +-

15. Se eu fosse demitido hoje, teria uma nova colocação no máximo em dois ou três meses.
S N +-

16. Eu, não minha empresa, sou o maior responsável pelo desenvolvimento da minha carreira e da minha profissão.
S N +-

17. Tenho facilidade de vender minhas ideias aos outros.
S N +-

18. Sinto-me inibido em dar palestras e enfrentar público.
S N +-

19. Trabalhar em equipe e interagir com pessoas é um dos meus pontos fortes.
S N +-

20. Não me abalo com facilidade. Sei tomar decisões sob pressão e trabalhar em ambientes 
estressantes.
S N +-


Faça sua Contagem de Pontos.

Marque um ponto para cada resposta SIM dadas às seguintes afirmações: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 19, 20.

Marque um ponto para cada resposta NÃO dadas às seguintes afirmações: 8, 18.

Marque meio ponto para cada resposta MAIS OU MENOS.


TOTAL DE PONTOS: _______


SUA AVALIAÇÃO

De 18 a 20 pontos. Parabéns. O desemprego não aflige você, porque sua empregabilidade está no auge. Você sabe investir em você e se destacar no trabalho, tem um bom network extra empresa, está atento ao que ocorre ao seu redor e às tendências do mercado. Se viesse a perder o emprego rapidamente conseguiria outra colocação.

De 15 a 17,5 pontos. Sua empregabilidade esta entre média e boa. Você procura se atualizar e busca ser reconhecido pela empresa, embora, talvez, nem sempre o consiga. Demonstra interesse pelo que ocorre no mercado embora, necessariamente, não signifique que queira trocar de emprego. É provável que você tenha que melhorar sua network. Veja as questões onde você não pontuou, ou obteve meio ponto, pois elas podem dar-lhe boas indicações do que necessita melhorar.

De 12 a 14,5 pontos. Sua empregabilidade é apenas regular. Apresenta várias brechas que podem dificultar seu trabalho ou sua garantia de emprego. Procure analisar como anda seu aprimoramento profissional, seu relacionamento com entidades externas e profissionais da área e, sobretudo, como você está vendendo seu serviço dentro da própria empresa. Veja as questões onde você não pontuou, ou obteve meio ponto, pois elas podem dar-lhe boas indicações do que necessita melhorar.

Abaixo de 12 pontos. Sua empregabilidade é baixa. Talvez você ande desmotivado ou não esteja dando importância à sua carreira, mas existem muitas brechas que precisam ser ajustadas. Não subestime seu trabalho, sua empresa ou o mercado de trabalho. Se você trabalha numa organização onde não existe estabilidade de emprego você tem que investir forte em si e em sua carreira. Boas colocações requerem trabalho intenso e continuado, aperfeiçoamento contínuo, e uma boa rede de contatos. Veja as questões onde você não pontuou, ou obteve meio ponto, pois elas podem dar-lhe boas indicações do que necessita melhorar.

* Texto extraído e condensado do livro "35 Testes para Avaliar suas Habilidades Profissionais", de Ernesto Artur Berg, Juruá Editora.

As cinco formas de administrar conflitos

Por Ernesto Artur Berg para o RH.com.br

Existem várias maneiras de abordar e administrar conflitos. Uma das mais eficazes é denominada de "Estilos de Administração de Conflitos", método criado por Kenneth Thomas e Ralph Kilmann, os quais propõem cinco formas de gerenciar conflitos. Afirmam que quando em situações conflituosas o comportamento de uma pessoa pode ser enquadrado em duas dimensões básicas. A primeira dimensão, assertividade, é a extensão com que cada indivíduo procura satisfazer seus próprios interesses. A segunda, cooperação, mede a extensão com que uma pessoa procura satisfazer os interesses dos outros. Esse comportamento bidimensional define os cinco métodos de administrar conflitos, que são: competição, acomodação, afastamento, acordo, colaboração.

Não existe estilo certo ou errado em relação a qualquer um desses métodos. Cada qual pode ser apropriado e muito efetivo, dependendo das circunstâncias, do assunto a ser resolvido e das personalidades envolvidas.

1 - Competição

É uma atitude assertiva e não cooperativa, onde prevalece o uso do poder. Ao competir o indivíduo procura atingir os seus próprios interesses em detrimento dos interesses da outra pessoa. É um estilo agressivo e antagônico onde o indivíduo faz uso do poder para vencer. A competição pode significar "proteger seus direitos", defender uma posição na qual acredita, ou simplesmente querer ganhar.

Mesmo sendo um estilo coercitivo, há ocasiões em que o uso da competição é justificável e pode ter resultados positivos. Eis alguns exemplos:
- Quando ações rápidas e decisivas são vitais como, por exemplo, numa emergência, e não há tempo para troca de opiniões.
- Quando estão em jogo princípios importantes.
- Quando você está num beco sem saída, numa situação de "ou ele ou eu".
- Quando nem o diálogo nem o tempo ajudaram a resolver o conflito que tende a se deteriorar cada vez mais.

2 - Acomodação

É uma atitude inassertiva, cooperativa e autossacrificante, o oposto de competir. Ao acomodar a pessoa renuncia aos seus próprios interesses para satisfazer os interesses da outra parte. A acomodação é identificada por um comportamento generoso, altruísta, dócil à vontade da outra pessoa ou, então, abrindo mão de seu ponto de vista a favor do outro.

A acomodação, quando aplicada no momento adequado, pode trazer bons resultados. Eis alguns exemplos:
- Quando é especialmente importante preservar a harmonia e evitar uma quebra no relacionamento.
- Para demonstrar generosidade de sua parte.
- Quando a questão é muito mais importante para o outro e você tem pouco a perder, e é útil para manter um relacionamento colaborativo.
- Quando você está batido, e a competição só irá prejudicar seus interesses.

3 - Afastamento

É uma atitude inassertiva e não cooperativa. Ao se afastar a pessoa não se empenha em satisfazer os seus interesses, nem tampouco coopera com a outra pessoa. O indivíduo coloca-se diplomaticamente à margem do conflito, às vezes adiando o assunto para um momento mais adequado ou, então, simplesmente recuando diante de uma situação de ameaça (física, emocional ou intelectual). 

Eis algumas ocasiões em que o estilo afastamento pode ser adotado:
- Quando o custo de um confronto é maior do que o benefício que o resultado possa trazer.
- Se ambas as partes considerarem a questão pouco significativa.
- Quando as duas partes precisarem reduzir as tensões e esfriar a cabeça.
- Para resguardar sua neutralidade ou reputação.
- Quando há uma real possibilidade do problema sumir sozinho.

4 - Acordo

É uma posição intermediária entre assertividade e cooperação. O indivíduo procura soluções mutuamente aceitáveis, que satisfaçam parcialmente os dois lados. Ele abre mão de alguma coisa, desde que em contrapartida receba algo em troca que seja de seu interesse. O acordo significa trocar concessões ou, então, procurar por uma rápida solução de meio termo. É uma espécie de "toma-lá-dá-cá".

Eis alguns casos em que estilo acordo pode trazer bons resultados:
- Quando todos têm a perder se não chegarem a um entendimento.
- Quando os dois lados têm a mesma força.
- Quando você quer chegar a um acordo temporário para situações complexas.
- Quando, mesmo que os prejuízos sejam inevitáveis, as perdas puderem ser reduzidas para os dois lados.

5 - Colaboração

É uma atitude tanto assertiva quanto cooperativa. Ao colaborar o indivíduo procura trabalhar com a outra pessoa tendo em vista encontrar uma solução que satisfaça plenamente os interesses das duas partes. Significa aprofundar o assunto para identificar as necessidades e os interesses dos dois lados e encontrar uma solução satisfatória para todos os envolvidos. Ao colaborar, o indivíduo procura aprender com os desacordos, olhando o ponto de vista do outro, bem como resolver situações que de outra forma poderia descambar para competição por recursos, ou ainda tentar encontrar soluções criativas para problemas de relacionamento interpessoal.

Alguns exemplos do uso apropriado do estilo colaboração:
- Quando você precisa encontrar uma solução integrada e as necessidades e interesses de ambas as partes são por demais importantes para serem ignoradas.
- Quando existe um ambiente de mútua confiança.
- Quando você quer o comprometimento dos outros através de uma decisão consensual.
- Quando ambas as partes ganham mais juntas do que isoladamente.
- Quando as competências e as habilidades dos participantes complementam-se.

Não obstante os cinco estilos mencionados, pessoas diferentes usam de diferentes estratégias para moderar conflitos. O importante é conhecer e se servir das várias opções a nossa disposição para manejar conflitos e aprender a utilizar essas técnicas.

Texto extraído e condensado do livro "Administração de Conflitos", de Ernesto Artur Berg, Juruá Editora.

Profissional enferrujado e descartado? Jamais.

Por Patrícia Carneiro Pessoa Pousa para o RH.com.br

As exigências da economia global e um cenário intenso de mudanças, caracterizadas por serem incontroláveis, permanentes, aceleradas e imprevisíveis, determinaram o alinhamento de ações estratégicas às decisões relacionadas à Gestão de Pessoas.

Isto requer preparação para enfrentar de modo efetivo tais demandas, com investimentos, relacionados aos mais variados aspectos, e a urgência com relação às mudanças.

Diante do cenário atual do país e do presente desemprego, muitos profissionais, considerados como se estivessem "em fim de linha", passam a ser vistos com um novo olhar.

Fim do antigo paradigma: 40 anos ou mais não significa fim de carreira, o mercado de trabalho está valorizando e se reestruturando para a absorção deste profissional.

Este tema, então, encontra-se em pauta entre os gestores de Recursos Humanos, bem como na referida área de Gestão de Pessoas, que passa a ter que analisar práticas inovadoras, para a absorção destes profissionais, entendidos como diferenciais para as empresas.

Numa economia onde a criação de valor provém basicamente das pessoas, os resultados dos recursos humanos, não é questão de opção, e sim de sobrevivência e mais do que isto de competitividade. O gerenciamento das pessoas e de equipes, nesse contexto de negócios exige foco em resultados, alavanca a produtividade dos colaboradores, à medida que verifica e direciona sua atuação para a missão da empresa. O momento em questão pretende trazer visibilidade na atuação de profissionais que sejam protagonistas em seus respectivos ramos de atividades. Alinhado aos dados do IBGE, que considera o aumento da expectativa de vida dos brasileiros para 74 anos, nos deparamos com uma mão de obra com mais idade, e com aumento de trabalhadores com mais experiência.

Isto significa que profissionais acima de 40 anos representam um núcleo considerável daqueles que são economicamente ativos, e hoje são entendidos como profissionais qualificados e com capacidade de gerar resultados positivos. Um profissional motivado e qualificado tem ainda muitos anos pela frente para colaborar e consequentemente contribuir.

Isto nos remete à importância do desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais. Ou seja, a busca do acúmulo de competências, com formação compatível com a função, atualização, pós-graduação, MBA, aperfeiçoamentos constantes, outras línguas, Inovação, domínio das ferramentas tecnológicas e mídias sociais (LinkedIn, Facebook, Twitter, Instagram etc.). As postagens sinalizam a atenção às mudanças na sua área e a procura pela atualização, além de somarem pontos. Neste contexto, então, se reconhece a essência da capacitação dos profissionais, a convicção do investimento nas pessoas alavancando a excelência, elaborando um direcionamento das atividades à sensibilização e ao desenvolvimento.

Manter-se atraente ao mercado, desenvolvendo suas competências e potencialidades, agregado a uma boa rede de relacionamentos. Algumas recomendações são importantes no processo de participação de um Recrutamento e Seleção.

Primeiramente estudar em detalhe a vaga que está disputando, desde o perfil necessário até o salário praticado pelo mercado. Conhecer em profundidade a empresa, isto reforçará o interesse ao mencionar aspectos importantes, por exemplo, relacionados à cultura da instituição.

Relatar situações positivas e que alavancaram resultados, reforçar o comprometimento e destacar que a idade é um diferencial, já que permite a experiência para o enfrentamento de novos desafios e a adaptação a situações de todos os tipos.

Combater o preconceito que pode existir devido à idade: destacar momentos que foram necessários uma postura flexível para atingir objetivos e metas, e mencionar durante a entrevista. Isto ajuda a quebrar o paradigma que "os mais velhos" não se adaptam com facilidade.

Demonstrar que é comprometido com práticas relacionadas à qualidade de vida, e melhor ainda, sabe equilibrar as diversas áreas da vida.

Talvez seja o momento de um novo recomeço e isto pode significar uma importante queda salarial relacionado ao status anterior: aceitar o desafio, mostrar que veio para somar.

Lembrar-se que o mercado procura o profissional capaz de aprender e se manter atualizado, polivalente, poli competente, orientado para a interdisciplinaridade, autodesenvolvimento, para desafios, para aquele que é empreendedor e comprometido com o negócio da empresa.

O seu case de sucesso

Por Daniela Mello Ferreira para o RH.com.br

Um case de sucesso é saber reconhecer o que é necessário mudar e ter a atitude de caminhar para a realização. Participo de muitos cases de sucesso junto aos meus clientes que estão dispostos a mudar seu comportamento.

Fico bastante satisfeita em poder contribuir com meu trabalho e fazer a diferença na vida dessas pessoas. Quando me refiro à mudança de comportamento, falo de autoconhecimento, das percepções e insights que cada um começa a ter. A partir do momento que você começa a perceber como toma suas decisões e como reage diante das variadas situações, sua visão fica mais clara e racional. Trabalho com cada um a Inteligência Emocional, que é o equilíbrio entre a razão e a emoção, desta maneira as decisões tornam-se mais sábias e assertivas.

Você sabe o que é melhor para sua vida, o desafio é saber o que fazer. Cada pessoa é única. No entanto, o caminho para se obter o resultado desejado, depende da intensidade da força interior de cada um. A força interior é o que estimula e provoca as mudanças comportamentais. Meu trabalho é despertar a força interior, provocar novos desafios quebrando as crenças limitantes. Esse é o grande segredo dos muitos cases de sucesso que tenho acompanhado junto aos meus clientes.

Percebo que os clientes que atendo, vão evoluindo à medida que se permitem mudar suas rotinas e hábitos, passam a trocam as atividades simples que estão no automático, por outras mais desafiadoras. Com isso, intensificam os valores motivadores, identificando cada conquista e benefício alcançado. Esse é o início de sair da zona de conforto, um passo extremamente importante.

À medida que vão se desenvolvendo, ficam mais tranquilos para realizar tarefas, tornam-se mais seguros, conseguem focar-se no que desejam alcançar, aumentam a produtividade, conseguem finalizar tarefas, a autoestima melhora expressivamente, tomam decisões assertivas, desenvolvem equilíbrio emocional, tornam-se mais felizes e, naturalmente, melhoram a qualidade de vida pessoal e profissional.

Compartilho como exemplos, executivos e gestores que após terem passado por um processo de transformação interna, geraram mudanças em suas atitudes, mudando totalmente a sua maneira de lidar com determinadas situações. Nestes casos, o aumento de produtividade tornou-se bastante notório.

Percebo, ainda, que pequenos ajustes na rotina, mudam-se os hábitos, promovendo grandes desenvolvimento e melhoria de performance. O ponto-chave para cases de sucesso é se permitir a conhecer o novo e encarar de frente as crenças que limitam o avanço para performar de maneira assertiva, estratégica com qualidade de vida 360°. A busca pelo desenvolvimento é um caminho cheio de provações, pois estamos acostumados a viver como nos ensinam, com os exemplos que temos ao longo da vida. Isso tudo, muitas vezes, tornam-se verdades absolutas e agimos sem perceber as nossas atitudes e o que elas provocam. Esse é o ponto que causa as reações automáticas e a perda de produtividade e qualidade de vida.

Faça um "Stop" e perceba quem é você hoje, como você era há oito anos e como espera ser daqui a dez anos. Perceba suas atitudes, suas emoções, sua vida, as pessoas que fazem parte do seu círculo de amizade, seus sonhos, o que já realizou, o que falta realizar, o que desistiu de fazer, o que pretende realizar, como era visto e como é visto hoje, o que as pessoas falam de você, o que você quer se tornar. Anote tudo, reflita sobre suas próprias observações..

A partir de agora, pense em como continuará a caminhar com sua vida, ela está do jeito que deseja ou precisa ajustar alguns pontos? Costumo dizer que temos sempre duas opções: encarar o novo com coragem, foco e resiliência, buscando o resultado com felicidade ou continuar a ter sempre razão e viver com a sua verdade absoluta, buscando um resultado a qualquer custo. A escolha está em suas mãos, o seu case de sucesso é você quem faz.

Acredite, foque e realize!

Profissional feliz apresenta melhor nível de engajamento

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

"Viver e não ter a vergonha de ser feliz... Cantar, e cantar, e cantar... A beleza de ser um eterno aprendiz". Esse pequeno trecho da música "O que é, o Que é", que ganhou vida graças à criação e à interpretação do inesquecível Gonzaguinha pode muito bem nos fazer parar para refletir o que significa "Ser Feliz" e mais, ainda, se a felicidade pode estar presente em todos os eixos que envolvem a nossa vida, seja no campo pessoal ou profissional. O fator "Felicidade" tem sido foco da atenção de muitos estudiosos do comportamento humano que, em muitos casos, levam essa questão para dentro das esferas corporativas. E é nesse momento que surge a indagação: "Como alguém pode ser um profissional feliz, em um mundo tão competitivo?". Essa, sem dúvida alguma não é uma pergunta que receberá uma única resposta, afinal existem várias linhas de pensamentos que têm sido defendidas diariamente. 
Segundo Carla Furtado, palestrante sobre Comportamento e Humanização em Saúde, sob a perspectiva da Psicologia Positiva, que é a área da Psicologia que estuda o êxito humano, a felicidade é compreendida como um bem-estar que engloba cinco aspectos: a vivência cotidiana de emoções positivas; o elevado engajamento naquilo que se faz; a prevalência de relações positivas; a percepção de um significado maior e que vai além da satisfação de seus próprios desejos e a autorealização. "Sabemos hoje que a felicidade possui 50% de componentes genéticos, 40% de aspectos relacionados ao estilo de vida e 10% relativos ao ambiente. Na prática, o que a ciência nos diz é que temos boas chances de ser mais felizes a partir das escolhas que fazemos - que são os 40%", avalia a especialista. Em entrevista concedida ao RH.com.br, Furtado menciona, ainda, as pessoas felizes possuem algumas similaridades. No trabalho, por exemplo, elas alcançam elevado nível de engajamento nas atividades que desempenham e costumam exercer importante influência em seus núcleos. Confira a entrevista na íntegra e tenha uma agradável leitura!


RH.com.br - Hoje, qual a compreensão que se tem sobre a felicidade humana?
Carla Furtado - Na perspectiva da Psicologia Positiva, que é a área da Psicologia que estuda o êxito humano, a felicidade é compreendida como uma espécie de bem-estar que engloba cinco aspectos essenciais: a vivência cotidiana de emoções positivas, o elevado engajamento naquilo que se faz, a prevalência de relações positivas nos mais diversos âmbitos, a percepção de um significado maior e que vai além da satisfação de seus próprios desejos e a autorealização. Esse conjunto de aspectos forma o chamado modelo PERMA, resultado do trabalho do pesquisador, professor e escritor americano Martin Seligman.

RH - Essa percepção sobre felicidade também é extensiva ao ambiente de trabalho?
Carla Furtado - Essa percepção é integral, única, indissociável. É absolutamente diferente dos modelos que veem a vida como um somatório de palcos existenciais isolados: vida profissional, vida pessoal, vida social. Trata-se de existir e transitar pela vida a partir de uma experiência positiva continuada. Possível? Totalmente. Costumo dizer que a felicidade é uma disciplina, exige reflexão e prática diárias. Consiste, entre outros aspectos, na inserção de pequenas satisfações cotidianas que podem ser, por exemplo, o café degustado com calma e em boa companhia ou a conversa com as crianças no caminho para a escola.

RH - Quais os principais sinais que caracterizam um profissional feliz?
Carla Furtado - Pessoas felizes possuem algumas similaridades. No trabalho, elas alcançam elevado nível de engajamento nas atividades que desempenham e costumam exercer importante influência em seus núcleos. Outro traço relevante é a gratidão: tendem a reconhecer oportunidades e o apoio que recebem.

RH - Essa felicidade conquistada pelo profissional, normalmente deve-se apenas a fatores interiores ou o meio em que ele vive também exerce influência?
Carla Furtado - Sabemos hoje que a felicidade possui 50% de componentes genéticos, 40% de aspectos relacionados ao estilo de vida e 10% relativos ao ambiente. Na prática, o que a ciência nos diz é que temos boas chances de ser mais felizes a partir das escolhas que fazemos - que são os 40%. Essas escolhas envolvem, por exemplo, a prática de atividade física regular e organização da agenda de tal forma que haja tempo para a família, os amigos e o ócio. Ambos fomentam a felicidade em nossas vidas.

RH - Atualmente, os especialistas em comportamento humanos quando se referem à felicidade profissional, projetam o indivíduo para o estado de Flow. O que isso significa?
Carla Furtado - Flow, do inglês "fluir", é um estado de integração total entre o indivíduo e aquilo que ele está fazendo. É um estado de absoluta presença no aqui-agora, no qual o engajamento na atividade é tamanho que não se percebe o passar do tempo. Certamente é experimentado por aqueles que têm no trabalho uma verdadeira expressão da própria identidade na vida.

RH - Então, o Flow é indispensável para que o profissional encontre a felicidade no ambiente de trabalho? 
Carla Furtado - Não necessariamente. Flow seria a experiência de pico, o ápice da satisfação. É possível sentir-se feliz no trabalho sem necessariamente vivenciar estar em flow.

RH - Como a senhora percebe a preocupação das empresas, quando o assunto é felicidade no ambiente de trabalho?
Carla Furtado - No Brasil, percebo que a felicidade ainda seja tratada de forma incipiente. O próprio tema "Felicidade" é raramente abordado, como se fosse uma questão exclusivamente pessoal.

RH - Que ferramentas ou recursos podem, por exemplo, ser utilizados pela área de RH a fim de que o ambiente de trabalho se torne um local propício à felicidade?
Carla Furtado - Monitorar o clima organizacional, destinando especial atenção às emoções negativas experimentadas no trabalho para, com isso, agir corretivamente. Conhecer os fatores que podem atrapalhar o engajamento dos profissionais em suas atividades, também com o objetivo de corrigir eventuais problemas. Promover trabalhos no que tange ao exercício do poder na organização. Desenvolver ações de responsabilidade social efetiva, que permitam aos colaboradores exercitar o altruísmo. Reconhecer, celebrar e premiar a performance superior. Esses são alguns recursos que podem levar a resultados que podem surpreender as organizações.

Crise econômica e Accountability: a oportunidade para engajar pessoas

Por João Cordeiro para o RH.com.br

O cenário brasileiro econômico atual, marcado por instabilidade política, volatilidade do dólar, crescimento do desemprego, inflação em alta e que, juntos, compõem uma conjuntura pessimista pouca vezes presenciado na última década, faz com que as organizações busquem mecanismos para se equilibrar nessa incerteza, manter seus talentos e ainda assegurar a sustentabilidade do negócio.

Esta nova atmosfera dita o rumo no universo corporativo e, consequentemente, impacta a vida da força produtiva. Em meio a isso, a única verdade é que o mundo já não será mais o mesmo e há o consenso de que a sociedade terá de assumir o desafio de viver com ainda mais parcimônia, menos ostentação e, sobretudo, menos desperdício.

Como, dessa forma, as organizações montarão suas estratégias para sobreviver a este tsunami em um ambiente em que, já em 2008, na primeira grande crise do século 21, colocou em prova a solidez das instituições. Não tenho dúvidas em afirmar que no centro deste debate há um grande personagem: o gestor. Afinal, é ele quem tem de utilizar toda a criatividade possível para entregar resultados em um ambiente movediço, austero, restritivo e com controle espartano de despesa.

Fácil? De forma alguma. Asseguro, no entanto, que a solução não exige budget e sim atitude! Simples assim. É possível, sim, produzir resultados surpreendentes na adversidade. Agir e pensar como donos faz com que o gestor supere suas metas e, principalmente, inspire o time, que é sempre o principal ativo das companhias. Isso tudo é accountability pessoal, tema que estudo há 30 anos e não possui tradução para o português, mas que pode ser entendido como a virtude moral do "ir além" do que previsto na descrição do cargo.

Muitos empresários e líderes operam muito bem nesse modo, mas poucos se mantêm agindo na mesma intensidade em momentos difíceis. A questão é que, nesses períodos mais desafiadores, boa parte da alta liderança recua, permitindo que o medo e a incerteza contaminem seus processos de decisão. Com isso, os gestores correm o risco de se esquecerem de que sem uma visão positiva do futuro e sem ação, o homem nem teria saído das cavernas. Aí, surge aquilo que refuto como a grande doença do ambiente de negócios: o desculpability.

O contrário de accountability pessoal é a desculpability. Trata-se da habilidade de afastar de si a responsabilidade, culpando os outros, as circunstâncias, ou tudo aquilo que está à sua volta. É como um vírus ou aplicativo pré-instalado que funciona turbinando o nosso instinto de defesa. Nascemos com ele e ele está conosco presente na humanidade desde o início da civilização, o que pode ser percebido em Gênesis, capítulo 3, versículos 11 e 12.

Accountability não é inato. Pode, deve e precisa ser ensinado. E se não for praticado, é facilmente esquecido. Somente quando é vivenciada de forma genuína, tornando-se algo habitual, é que passa a incorporar no coração e mente da pessoa, mesclando um princípio moral com a personalidade.

Empresas que conseguiram incorporar elementos de accountability na sua cultura, quer seja traduzindo como protagonismo, proatividade pessoal ou pensar e agir como dono, vão sofrer menos, vão sair mais cedo da crise e podem até sair mais fortes do que estavam. Não estou sozinho nesta crença. Segundo estudo global da McKinsey & Company, accountability é uma das nove dimensões da saúde organizacional.

Encontrar oportunidades e criar vantagens competitivas nesse cenário negativo, portanto, pode ser a diferença para a empresa de hoje sobreviver até amanhã. Para isso, é essencial que os gestores enfrentem o período valorizando um novo modo de vida, centrado na essência e na sustentabilidade como valores centrais A accountability é o caminho em direção ao êxito, pois torna viável o engajamento das pessoas em torno de uma causa comum, com mais alegria e satisfação pessoal, dando um basta à inércia a e estagnação. Nessa direção, uma atitude acccountable é uma vantagem competitiva para transformar a crise em oportunidade.

Cristo e a administração do tempo

Por Ernesto Artur Berg para o RH.com.br

"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de colher; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria." Eclesiastes. 3. 1 a 4.

O que é tempo? Tempo é vida. Quem ganha tempo, ganha vida; quem perde tempo, perde vida. É um dos bens mais preciosos que o ser humano tem à sua disposição. O tempo tem características únicas que não iremos encontrar em nenhum outro momento ou lugar. Por exemplo:

1) O tempo é altamente deteriorável: envelhece a cada segundo. Ou você usa o tempo ou ele simplesmente passa por você. O que você deixou de fazer hoje não conseguirá nunca mais recuperar amanhã. Poderá fazê-lo amanhã, mas o tempo já será outro. O de ontem, nunca mais...

2) O tempo não é estocável: você não poderá economizar uma hora hoje e recuperá-lo daqui a dois ou três dias, caso viesse a necessitar de um tempo adicional.

3) O tempo é inelástico: o dia tem 24 horas, nem mais, nem menos. Não há como espichá-lo. Ele anda sempre no mesmo ritmo, não importa o nosso estado de espírito ou as nossas necessidades.

4) O tempo é um bem altamente democrático. Todos nós temos 24 horas por dia. O homem mais rico do planeta e o homem mais pobre da terra têm as mesmas 24 horas diárias.

O que varia é o que fazemos durante essas 24 horas: é a qualidade do tempo utilizado e a eficácia das nossas ações que fazem toda a diferença. Ou controlamos o tempo, ou ele nos controla. Ou gerenciamos os fatos, ou os fatos nos gerenciam. É um bem tão precioso quanto o ar e a água, mas as pessoas não se apercebem disso. Esbanjam o tempo como se fossem viver eternamente.

Cristo e a Gestão do Tempo

Cristo sabia da importância do tempo como fator determinante na busca de resultados. Sabia que o seu tempo para a divulgação da boa nova (o Evangelho) era restrito. Somente teria cerca de três anos e meio para pregar a mensagem, arregimentar discípulos e estabelecer as bases do empreendimento multinacional da salvação de almas. Ele permaneceu em Israel, e adjacências, durante todo esse período, pois sua mensagem, inicialmente, era destinada ao povo judeu. Mas Jesus tinha também a clara percepção de que a sua mensagem não poderia jamais permanecer nos estreitos limites de uma nacionalidade e que se estenderia muito além disso.

Duas das premissas mais importantes da gerência do tempo são: 1) definir objetivos e prioridades e 2) escrever uma lista diária do que fazer, isto, é ter uma agenda das atividades que pretende executar durante o dia, iniciando sempre pelas mais importantes.

Nada indica que Cristo tivesse os objetivos e a lista diária devidamente anotada em seu bolso. Mas com certeza ele sabia sempre exatamente o que, quando e porque fazer algo, já que sua orientação vinha diretamente de Deus. 
Tempo: visão de curto, médio e longo prazo

1) Na visão de curto prazo Jesus afirma: "Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal". Mateus 6.34.

Cristo está falando temporalmente no "aqui e agora", e não no "lá e então", em algum lugar futuro no céu. A afirmação é clara: viva o hoje, que já tem as suas próprias dificuldades. Esqueça o ontem, que já aconteceu, e o amanhã que ainda não veio. Dê a cada dia a sua atenção total, o foco de suas ações, já que só o presente constrói e reconstrói o futuro.

O que a grande maioria das pessoas não percebe é que vivemos eternamente no presente, pois o amanhã, quando chegar, será hoje. Da mesma forma como não podemos respirar novamente no dia de ontem ou antecipar a respiração do dia de amanhã - mas apenas fazê-lo agora -, a vida também só existe no presente. O problema são as recordações cristalizadas do que já ocorreu e as projeções receosas do que pode ocorrer no futuro.

Inúmeras pesquisas reiteradamente revelam que 50% dos pensamentos das pessoas são voltados para o passado, 40% para as preocupações do futuro, e apenas 10% dos pensamentos são concentrados no presente. Isso sim é que é viver fora do seu tempo! Logo, a maioria parece não ter consciência do "agora" e vive dopado na dimensão atemporal do passado e do futuro, desgastando e esvaziando a força do presente.

2) Na visão de médio prazo Cristo diz: "Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus". Lucas 9.62.

Aqui a mensagem é de que, qualquer pessoa que abraçar a causa de Cristo e, ao mesmo tempo, ficar recordando ou sentir saudades do seu passado, não poderá usufruir plenamente da nova vida que lhe foi dada. É o passado, novamente, comprimindo e pressionando as pessoas inseguras a reconsiderarem a opção feita pelo novo.

Gerenciar o tempo eficientemente é agir e pensar no "agora" sem tréguas a um passado infeliz e coercitivo. A vida é curta. Concentre os esforços no que realmente conta.

3) Na visão de longo prazo - A regra 20/80 da alta eficiência.

Oitenta por cento do nosso tempo diário são gastos em rotinas ou picuinhas, que tomam muito tempo e só rendem 20% de resultados. Por outro lado, os que sabem esgrimir com o tempo, concentram-se no que é essencial em suas vidas. Isto só toma 20% do seu dia, mas dá um retorno de 80% de ganhos.

Cabe aqui uma pergunta: "Você sabe quais são os 20% de suas atividades e tarefas do seu dia a dia que lhe dão um retorno multiplicado de 80% de ganhos?". Talvez ainda não tenha descoberto. Neste caso os fatos estão administrando a sua vida, em vez de você administrar os fatos. Você está trabalhando em cima das prioridades, ou das picuinhas da vida, que lhe dão a impressão de estar vivendo intensamente, mas que, muitas das vezes, não passam de mera agitação e correria?

Agitação e correria não significam, necessariamente, atingimento de resultados. Significam apenas o que são: agitação e correria! Isso lembra a estória do homem montando um cavalo que corria em desabalada carreira pela pradaria, como se o próprio diabo estivesse em seus calcanhares. De passagem por um amigo, este pergunta apressadamente: "Ei, aonde você vai com tanta pressa?".
"Isto eu não sei", respondeu o cavaleiro. "Pergunte ao cavalo".

Para a maioria das pessoas a vida é como se elas estivessem montadas naquele cavalo, totalmente desgovernado, galopando apressadamente em direção a coisa alguma. Já se perguntou para onde a vida o está levando? Quais são os seus reais objetivos? O que está construindo em sua vida e o que está fazendo com o seu tempo? Já se perguntou quais são as suas prioridades? 

É bom todos nós pensarmos nisso e com presteza. Afinal não viveremos mil anos, nem 200. Com toda ajuda da ciência atual talvez cheguemos, no futuro próximo, aos 120 ou 130 anos. E mesmo assim isso não passa de um segundo no relógio cósmico. "É preciso saber viver", diz a canção do Roberto Carlos. 

Cristo era um Mestre no manejo do tempo e na percepção do seu significado para a humanidade. Esta passagem revela isso: "Mas Ele (Jesus), respondendo-lhes disse: Quando é chegado a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está rubro. E pela manhã: Hoje haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Tolos! Sabeis diferençar a face do céu e não conheceis os sinais dos tempos?".

O que ele estava dizendo é: "Vocês conhecem muito a respeito do mundo que os cerca, mas são incapazes de perceber e reconhecer que uma mensagem - e uma vida - muito superior a que vocês estão acostumados, está sendo entregue a vocês neste momento, por mim". Cristo estava entregando a mensagem dos 20/80 da alta eficiência espiritual, a qual, desde que a sigamos, irá influenciar positivamente todas as demais áreas de nossas vidas perenemente.

* Texto extraído e condensado do livro "O Maior Empreendedor do Mundo", de Ernesto Artur Berg. (Aguardando publicação).